sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Questões de vestibulares sobre o Parnasianismo

1) (Uneb – BA) São características parnasianas:

A) perfeição formal, preciosismo linguístico, objetivismo e desprezo pela arte útil.
B) preocupação excessiva com a forma, análise determinista do homem, subjetivismo e universalismo.
C) O desprezo pela forma requintada, preocupação político-social, objetivismo e individualismo.
D) forma requintada, “arte-sugestão”, subjetivismo exacerbado e análise psicológica do homem.
E) impassibilidade (distanciamento das emoções), “poesia científica”, pessoalidade e tematização da natureza.

2) “A cavalgada” é uma criação artística de Raimundo Correia – representante parnasiano. Eis então que abaixo se encontra demarcado o poema em questão, cuja intenção é fazer com que você o analise, destacando, pois, as impressões voltadas para as características parnasianistas:

A Cavalgada

A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...

E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...

E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha...

3) Enfocando os temas e as atitudes parnasianos:

a) a poesia parnasiana é alienada, no sentido de que ignora as questões que não sejam essencialmente estéticas;
b) há um acentuado desprezo pela plebe e pelas aspirações populares;
c) o artesanato poético é sua principal preocupação;
d) os parnasianos diferem da atitude impassível e anti-sentimental dos realistas;
e) é uma poesia de elaboração, fruto do “esforço intelectual”.

4) (MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana:

a) A oposição aos românticos e distanciamento das preocupações sociais dos realistas.
b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da forma.
c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica.
d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos motivos clássicos.
e) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente.

5) (FUND. UNIV. RIOGRANDE) Marque a afirmativa correta:

a) O Parnasianismo caracterizou-se, no Brasil, pela busca da perfeição formal na poesia.
b) O Parnasianismo determinou o surgimento de obras de tom marcadamente coloquial.
c) O Parnasianismo, por seus poetas, preconizava o uso do verso livre.
d) O Parnasianismo brasileiro deu ênfase ao experimentalismo formal.
e) O Parnasianismo foi o responsável pela afirmação de uma poesia de caráter sugestivo e musical.


6) Assinale a alternativa que tenha apenas características do Parnasianismo:

a) culto da forma; objetivismo; predomínio dos elementos da natureza;
b) preocupação com a forma, com a técnica e com a métrica; presença de rimas ricas, raras, preciosas;
c) predomínio do sentimentalismo; vocabulário precioso; descrições de objetos;
d) teoria da arte pela arte; métrica perfeita; busca do nacionalismo;
e) sexualidade; hereditariedade; meio ambiente.

7) (UFPE) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:

a) a natureza é apresentada objetivamente;
b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas, céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação lógica;
c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais importante que a valorização da forma do poema;
d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com que foi explorada em outros períodos literários;
e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos estão permeados de conotações subjetivas.

8) Sobre o Parnasianismo, é correto afirmar, exceto:

a) Contrariando a estética do Realismo e do Naturalismo, o Parnasianismo representou na poesia uma volta ao estilo clássico, sobretudo no que diz respeito à métrica do poema.
b) Embora fosse contemporâneo do Realismo e do Naturalismo, o Parnasianismo apresentou uma temática diferente dessas correntes literárias ao propor um olhar sobre a linguagem, cuja temática predominante era a arte pela arte.
c) As principais características desse movimento literário, que teve como seu maior representante o poeta Olavo Bilac, foram a simplicidade da linguagem, valorização da cultura nacional e elevados níveis de subjetividade.
d) Um dos principais objetivos da poesia parnasiana era combater o ideário dos poetas românticos que primavam pelos exageros de emoção e fantasia.
e) Objetivismo, racionalismo, universalismo, vocabulário culto e gosto pelas descrições são as principais características da linguagem da poesia parnasiana.

9) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:

a) a natureza é apresentada objetivamente;
b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas, céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação lógica;
c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais importante que a valorização da forma do poema;
d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com que foi explorada em outros períodos literários;
e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos estão permeados de conotações subjetivas.

10) Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo:

a) A inspiração é mais importante que a técnica.
b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação, ao ritmo, às rimas ricas ou raras.
c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo Correia.
d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo.
e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco.

11) Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo:

a) A inspiração é mais importante que a técnica.
b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação, ao ritmo, às rimas ricas ou raras.
c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo Correia.
d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo.
e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco.

12) O Parnasianismo pode ser descrito como um movimento:

( ) essencialmente poético, que reagiu ao sentimentalismo romântico.
( ) cuja poesia é, sobretudo, forma que se sobrepõe ao conteúdo e às idéias.
( ) cuja arte tinha um sentido utilitário e um compromisso social.
( ) cuja verdade residia na beleza da obra, e essa, na sua perfeição formal.
( ) que revela preferência pela objetividade, pelos temas greco-latinos e por formas fixas, como o soneto.

13)  (UNIFESP-2004) No Manifesto da Poesia Pau-Brasil, Oswald de Andrade faz o seguinte comentário sobre os poetas parnasianos: “Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano.”
O que o poeta modernista está criticando nos parnasianos é

a) a demasiada liberdade no ato da criação, que os torna máquinas poéticas.
b) o abandono da Arte pela arte, com a criação objetiva e anti-convencional.
c) a preocupação com a perfeição formal e com o subjetivismo.
d) o formalismo e a impessoalidade comuns em seus textos.
e) o exagero na expressão das emoções, apesar da criação poética mecânica.

14)  (UFAM) Todas as características de estilo abaixo relacionadas pertencem ao Parnasianismo, exceto:

a) O apuro quanto à parte formal.
b) A reserva nas efusões pessoais.
c) A procura de rimas ricas.
d) A imaginação criadora.
e) O uso de descrições.

15) (UEL) O Parnasianismo brasileiro foi um movimento.

a) Poético do final do século XIX e início do século XX.
b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do século XIX.
c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX.
d) Teatral do final do século XX.
e) Lítero-musical do início do século XX.

16) (UFPB) A propósito da poesia parnasiana, é correto afirmar que ela:

a) caracteriza-se como forma de evocação de sentimentos e emoções.
b) revela-se no emprego de palavras de grande valor conotativo e ricas em
sugestões sensoriais.
c)  explora intensamente a cadeia fônica da linguagem, procurando associar a poesia à música.
d) faz alusões a elementos evocadores de rituais religiosos, impregnando a poesia de misticismo e espiritualidade.
e) acentua a importância da forma, concebendo a atividade poética como a habilidade no manejo do verso.

17)  (FUVEST) – Leia com atenção:

Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,
O palácio imperial se pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.
O texto acima é a primeira estrofe do soneto “A Sesta de Nero”, de Olavo Bilac.

a) A que “escola literária” ou estilo de época pertence autor? Justifique a resposta com elementos de texto.
b) Cite outro poema do autor.

18) (UFRS-RS) Com relação ao Parnasianismo, são feitas as seguintes afirmações.

I - Pode ser considerado um movimento anti-romântico pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo clássico.
II - Apresenta características que contrastam com o esteticismo e o culto da forma.
III - Definiu-se, no Brasil, com o livro "Poesias", de Olavo Bilac, publicado em 1888.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

19) (ENEM-2013) 

Mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995.
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

A) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
B) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
C) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
D) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
E) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.

20) E sobre mim, silenciosa e triste,    
       A  Via-Láctea se desenrola     
      Como um jarro de lágrimas ardentes. (Olavo Bilac)

Sobre o fragmento poético não é correto afirmar:

a)      A “Via-Láctea” sofre um processo de personificação.
b)      A cena é descrita de modo objetivo, sem interferência da subjetividade do eu-poético.
c)      A opção pelos sintagmas “desenrola” e “jarro de lágrimas ardentes”visa a presentificar o movimento dos astros.
d)     Há predomínio da linguagem figurada e descritiva.
e)      A visão de mundo melancólica do emissor da mensagem se projeta sobre o objeto poetizado.

Gabarito:

1) A
2) As impressões por ele captadas, sobretudo no que diz respeito à forma, evidenciam-se por uma forma bastante cultuada na Antiguidade Clássica: o soneto. Quanto à disposição das rimas, notadamente se figuram as rimas interpoladas, representadas por meio dos seguintes versos:
A lua banha a solitária estrada... (a).
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,(b)
O som longínquo vem-se aproximando(b)
Do galopar de estranha cavalgada. (a)
Quanto à questão da temática, elemento deixado em segundo plano por todos os representantes da estética em questão, percebemos o estilo do autor em preconizar a objetividade constante – característica essa de cunho relevante na época em pauta. Tal objetividade se manifesta em função do distanciar entre o eu lírico e a matéria poética propriamente dita, aqui transcrita como uma espécie de descrição no que tange às impressões captadas pelo poeta em relação à realidade que o cerca, manifestada pela mais nítida impassibilidade.
3) D
4) E
5) A
6) B
7) C
8) C
9) C
10) B
11) (4 + 16 = 20)
12) V V F V V
13) D
14) D
15) A
16) E
17) a) Olavo Bilac foi um poeta parnasiano, como nos mostra a caráter descritivo do fragmento acima, a preocupação com a beleza plástica, com a forma trabalhada, exótica.
 b) Profissão de fé, Última flor do Lácio e O caçador de esmeraldas.
18) C
19) A
20) D

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Região Nordeste do Brasil - economia, clima, vegetação, relevo e hidrografia

A Região Nordeste do Brasil é composta por nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sua extensão territorial é de 1.554.257,0 quilômetros quadrados, sendo o terceiro maior complexo regional do Brasil, ocupando 18,2% da área do país. O território nordestino limita-se com as regiões Norte (a oeste), Centro-Oeste (a sudoeste), Sudoeste (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (ao norte e leste).

Conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população nordestina totaliza 53.081.950 habitantes, abrigando cerca de 28% da população residente no Brasil. A densidade demográfica é de 34,1 habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é de 1,3% ao ano. O Índice de Desenvolvimento Humano da Região é de 0,720. 
A população urbana é maioria – 73%. O estado da Bahia é o mais populoso (14.016.906 habitantes); Sergipe possui a menor concentração populacional da Região (2.068.017 habitantes).

A capital brasileira foi muito tempo localizada na região, Salvador, hoje capital da Bahia e quarta cidade mais populosa do Brasil.


Sub-regiões da Região Nordeste

A região nordeste é ainda subdividida em quatro regiões de acordo com características climáticas e de urbanização:
Zona da Mata: é a região mais populosa e urbanizada. Compreende a faixa litorânea (mais ou menos 200 km de largura) que vai do Estado do Rio Grande do Norte à Bahia (litoral leste da região nordeste) e é caracterizada pelo clima tropical úmido, grande aporte de turistas, presença de mata atlântica (que assim como na região sudeste, já foi bastante devastada para cultivo de culturas como a cana-de-açúcar), pluviosidade bastante regular, principalmente na região sul da Bahia, e solo bastante fértil.
Agreste: é a região de transição entre a Zona da Mata, bastante úmida, e o Semi-árido, região bastante seca, acompanhando a faixa da Zona da Mata do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. No agreste, predominam os minifúndios dedicados a produção de subsistência e a pecuária leiteira, sendo o excedente comercializado na região da Zona da Mata.
Sertão: região de clima semi-árido que compreende o centro da região nordeste em uma extensão que vai desde o litoral do Ceará e Rio Grande do Norte (neste último, até próximo a cidade de Natal), até a região sudoeste da Bahia. As chuvas são escassas e, por isso a pecuária e agricultura são atividades bastante difíceis na região. O único rio perene do sertão é o São Francisco do qual é desviada água para irrigação em alguns locais e que também é fonte de energia através de hidrelétricas como a de Sobradinho (BA). A vegetação típica dessa sub-região é a caatinga.
Meio-Norte: a região do meio-norte já apresenta uma pluviosidade maior conforme se afasta para oeste, em direção aos Estados do Norte e compreende o Estado do Maranhão e grande parte do Piauí. Nesta região é comum a presença das “matas de cocais” que fornecem bastante insumo para a atividade de extrativismo vegetal. Outras atividades praticadas nesta região são a criação de gado, o cultivo de algodão e arroz.

Sub-regiões do Nordeste
Uma outra “sub-região” compreendida na região nordeste é o chamado “polígono da seca” que compreende quase todos os Estados do nordeste com exceção do Maranhão.

Economia da Região Nordeste do Brasil

A economia nordestina está em constante processo de desenvolvimento. A Região vem recebendo várias indústrias, um dos motivos é a concessão de benefícios fiscais pelos governos estaduais (isenção de impostos, doação de terrenos, etc.), além de mão de obra mais barata; um dos exemplos foi a instalação da Ford, na Bahia, e diversas empresas têxteis, no Ceará.

Outro elemento essencial para a economia do Nordeste é a exploração de petróleo: a região é a segunda produtora de petróleo do país e a maior na extração de petróleo em terra. Possui também um dos principais polos petroquímicos do Brasil – Camaçari, na Bahia.

A Região Nordeste é, atualmente, a terceira maior economia do Brasil entre as grandes regiões. Sua participação no Produto Interno Bruto brasileiro foi de 13,4% em 2011, após a Região Sul (16,2% de participação no PIB) e à frente da Região Centro-Oeste (9,6% de participação no PIB). Ainda assim, é a região com o mais baixo PIB per capita. A distribuição de renda nessa região melhorou significativamente na década de 2000: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, a renda média no Nordeste sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009, passando de R$ 570 para R$ 734. Entre 2008 e 2009, o incremento foi de 2,7%. Foi a região que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador nesse período.

Já os estados nordestinos com maior PIB per capita são Sergipe, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte, seguidos por Ceará, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Piaui. Em 2011, Ipojuca, em Pernambuco, era o município com maior PIB per capita da Região Nordeste além de décimo sexto do Brasil: R$ 116.198,31; porém havia outras cidades nordestinas com PIB per capita entre os 100 maiores do país: Guamaré-RN (R$ 110.932,38), São Francisco do Conde-BA (R$ 106.050,84),Cairu-BA (R$ 56.685,35) e Candeias-BA (R$ 56.247,86). Em contrapartida, no Nordeste também está localizada a cidade com o terceiro menor PIB per capita do Brasil: São Vicente Ferrer, no Maranhão, com R$ 2.679,66. Os 56 municípios de menor PIB per capita (que correspondem a 1,0% dos 5.570 municípios do país) tinham PIB per capita inferior a R$ 3.492,99 e estavam localizados em seis estados: Maranhão (19), Alagoas (7), Piauí (7), Bahia (6) e Ceará (1), na Região Nordeste; e Pará (16), na Região Norte. Entre os estados nordestinos, apenas Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe não possuem município com PIB per capita inferior a R$ 4.000,00.

A agricultura e a pecuária são extremamente prejudicadas com a irregularidade das chuvas. Destacam-se nesse setor a criação de cabras, em razão da fácil adaptação do animal ao clima. A cana-de-açúcar é o produto agrícola que se destaca, mas as lavouras irrigadas de frutas tropicais vêm crescendo em importância na produção nacional. O Nordeste apresenta significativa criação comercial de camarão, concentra 97% da produção nacional desse crustáceo.

O turismo é de fundamental importância na economia. O grande número de cidades litorâneas com belas praias atrai milhões de turistas anualmente. Conforme dados do Instituto Brasileiro do Turismo de 2009, capitais nordestinas como Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Natal (RN) estão entre as cidades brasileiras que mais recebem turistas estrangeiros.
A participação do Nordeste para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional é de 13,1%.

Clima e vegetação da Região Nordeste

A região possui quatro climas distintos, são eles:
Clima equatorial úmido: presente em parte do Maranhão e do Piauí. Esse clima é localizado em uma faixa de cinco graus de latitude em torno da Linha do Equador, no centro do globo terrestre. Possui uma temperatura de 24°C a 27°C, com média mensal sempre superior a 18°C e alta pluviosidade (superior 2 000 mm de precipitação total anual e precipitação média mensal superior a 60 mm em todos os meses do ano).
Cachoeira Chapada das Mesas (MA)
Cachoeira Chapada das Mesas (MA). Foto: wikipedia
Clima litorâneo úmido: é verificado do litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte. Esse clima é quente e possui chuvas bem distribuídas durante todo o ano. A pluviosidade média anual varia entre 1500 a 2000 mm.
Clima litorâneo úmido
Foto: duplademalas
Clima tropical: presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí. O clima tropical é caracterizado por ter temperaturas sempre superiores a 18°C, independente da época do ano.
Clima tropical
Foto: not1
Clima semiárido: presente em todo o sertão nordestino (grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará, em uma pequena parte do Sergipe e Alagoas). Esse clima é caracterizado pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico. No Brasil chove menos de 300 mm por ano e tem uma média de 26°C de temperatura. O município paraibano de Cabaceiras tem o título de mais seco do país.
Clima semiárido
Foto: aquiacontece
De modo geral, o clima nordestino tem uma temperatura anual que varia entre 20° e 28°C com índice de precipitação anual entre 300 a 2000 mm. As chuvas ocorrem durante no máximo três meses, ocasionando estiagens que duram, às vezes, até 10 meses. As temperaturas inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas da Chapada Diamantina e do Planalto da Borborema.
A vegetação acompanha seus respectivos climas:
Caatinga
Caatinga – Foto: Deltafrut
Mata Atlântica: essa vegetação existe por todo o litoral brasileiro. É a mais destruída do Brasil, restando apenas 5% da vegetação original. A instalação de cidades, a extração do pau-brasil e a monocultura de café foram os grandes responsáveis pelo devastamento.
Mata dos Cocais: formação vegetal de transição entre os climas semi-árido, equatorial e tropical. As espécies principais são o babaçu e a carnaúba, podendo aparecer também o buriti. Se estende por parte do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Tocantins.
Cerrado: ocupa 25% do território brasileiro, no nordeste está presente em regiões do Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe. Apresenta árvores de baixo porte, chão coberto por gramíneas e solos de alta acidez.
Caatinga: é a vegetação típica do sertão com espécies de pereiros, aroeiras, leguminosas e cactáceas. Presente em todos os territórios do nordeste, exceto o Maranhão.
Vegetações litorâneas e Matas Ciliares: é um rico ecossistema formado principalmente por mangues, restingas e dunas. As matas ciliares são pequenas florestas que acompanham as margens dos rios e lagoas com maiores concentrações de materiais orgânicos no solo.
Relevo e Hidrografia da Região Nordeste do Brasil
O relevo nordestino é remontado basicamente pelo Planalto da Borborema, localizado a leste, uma das principais causas pela secura do sertão, já que o planalto impede a chegada de chuvas a região, causando grandes estiagens, a Bacia do Rio Parnaíba, a oeste, e algumas elevações, como as chapadas e os planaltos, um exemplo é a Chapada de Diamantina. Ao litoral vemos as planícies.
Os principais rios da região nordeste são o Rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais (Região Sudeste) até a divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe, e o Rio Parnaíba, o norte da região. A Bacia Maranhense também tem grande importância

terça-feira, 18 de março de 2014

Região Sudeste do Brasil - resumo


Localização

A Região Sudeste conta com uma extensão territorial de 924.511,3 quilômetros quadrados e é a segunda menor região do Brasil, sendo maior apenas que a região Sul. Limita-se com as regiões Centro-Oeste (a oeste), Nordeste (ao norte) e Sul (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste).

Os estados que compõem o Sudeste são: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Possui a maior concentração populacional do território brasileiro, conforme contagem realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), totaliza 80.364.410 habitantes, quantidade que corresponde a 42,2% do total nacional. É também a região que tem a maior densidade demográfica (87 habitantes por quilômetro quadrado) e o mais alto índice de urbanização – 92,1%. Possui 1.668 municípios. A região apresenta os mais altos índices de violência, e também sofre com as elevadas taxas de desemprego.

Essa Região do Brasil situa-se na parte mais elevada do planalto Atlântico, onde estão localizadas as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. O clima da região sudeste é caracterizado pelo clima tropical no litoral das baixadas capixaba e fluminense, também na parte setentrional mineira e oeste paulista, onde a temperatura costuma ser elevada e durante o ano ocorrem variações secas e chuvosas. Por conta da altitude, as temperaturas caem neste clima, formando o chamado clima tropical de altitude, onde localiza-se, por exemplo, Campos de Jordão e Ouro Preto.

Os climas subtropical e semi-árido também são vistos na região, o primeiro no sul do estado de São Paulo, próximo a divisa com o Paraná, com uma grande variação térmica e boa distribuição pluvial, e o segundo no norte de Minas Gerais, caracterizado pela aridez e baixa pluviosidade. O relevo da região sudeste é bem variado, encontramos planícies costeiras, largas, na formação de baixadas, ou estreitas, onde é comum a formação de lagos, praias (que englobam as famosas praias cariocas) e até mesmo restingas, além das serras, como a da Mantiqueira e Canastra, caracterizada por formações cristalinas e irregulares, planaltos e escarpas.

O Planalto Meridional é caracterizado por rochas mais frágeis e resistentes, geralmente constituídas de sedimentos ou restos vulcânicos, neste caso formando o planalto arenito-basáltico, entre ele e as elevações leste e sudeste, encontra-se também a depressão periférica.

Os rios encachoeirados da região contribuem muito para o grande número de usinas hidrelétricas. Pode-se destacar algumas bacias como a do Paraná, formada pela junção dos afluentes dos rios Paranaíba e Grande, algumas das maiores usinas do país localizam-se nesta bacia hidrográfica, como a de Urubupungá, São Simão e Três Marias. O rio mais importante da região nordeste nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra. Além disso, as bacias do leste (formada pela união de outras bacias secundárias) e do sul-sudeste também destacam-se neste âmbito.

O Sudeste é o principal responsável pela geração de riquezas econômicas do país. É a região mais desenvolvida: abriga as maiores montadoras e siderúrgicas do país, possui o maior parque industrial, áreas de atividades agrícolas modernas, bancos, mercados de capitais, empresas transnacionais, comércios, universidades, e possui as duas metrópoles nacionais, consideradas cidades globais (São Paulo e Rio de Janeiro). O Sudeste é responsável por 56,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O setor de serviços é o principal segmento de atividade e representa a maior parte da riqueza do Sudeste. A agricultura é bem dinâmica e diversificada, destaca-se o cultivo de café, laranja e cana-de-açúcar. A exploração de minério é outra atividade econômica importante: Minas Gerais detém grandes reservas de ferro e manganês; a maioria do petróleo produzido no país é extraído da bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

A culinária do Sudeste é muito rica e diversa, variando de estado para estado.

No Rio de Janeiro a comida típica é a feijoada, e as poucos conhecidas como a Sopa Leão Veloso, e o Filé_à_Osvaldo_Aranha.

Minas Gerais tem uma das cozinhas mais expressivas do país, incluindo pratos como o pão de queijo, tutu de feijão, feijão tropeiro, bolo de fubá, angu, feijoada etc.
Espírito Santo (estado) No Espírito Santo, o prato típico é a moqueca.

São Paulo possui o virado à paulista, a carne de panela, o afogado, o cuscuz paulista, a mousse de café e o quentão25 , além das contribuições das comunidades de imigrantes que mantiveram seus hábitos alimentares, como os orientais, italianos, portugueses e norte-americanos. O prato mais consumido em São Paulo é a pizza. Uma curiosidade é o beijinho, doce que hoje é feito com leite condensado e côco, era sobremesa servida às moças pelas futuras sogras e levava ovos na sua receita original.

Características dos estados do Sudeste:
Espírito Santo:Capital – Vitória.
Extensão territorial – 46.098,571 km².
Quantidade de municípios – 78.
População – 3.514.952 habitantes.
Densidade demográfica – 76,2 hab/km².
Participação no PIB regional – 4%.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,802 (7° posição nacional).


Minas Gerais:Capital – Belo Horizonte.
Extensão territorial – 586.520,368 km².
Quantidade de municípios – 853.
População – 19.597.330 habitantes.
Densidade demográfica – 33,4 hab/km².
Participação no PIB regional – 16,1%.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,800 (10° posição nacional).


Rio de Janeiro:Capital – Rio de Janeiro.
Extensão territorial – 43.780,157 km².
Quantidade de municípios – 92.
População – 15.989.929 habitantes.
Densidade demográfica – 365,2 hab/km².
Participação no PIB regional – 19,8%.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,832 (4° posição nacional).


São Paulo:Capital – São Paulo.
Extensão territorial – 248.196,960 km².
Quantidade de municípios – 645.
População – 41.262.199 habitantes.
Densidade demográfica – 166,2 hab/km².
Participação no PIB regional – 60,1%.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0,833 (3° posição nacional).

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Substantivo - classificação, formação e flexão

Substantivo é tudo o que pode ser precedido de artigo .

Classificação dos substantivos

Substantivo Comum

Substantivo comum é aquele que designa os seres de uma espécie de forma genérica. Por 

exemplo: pedra, computador, cachorro, homem, caderno.

Substantivo Próprio

Substantivo próprio é aquele que designa um ser específico, determinado, individualizando-o. 
Por exemplo Maxi, Londrina, Dílson, Ester. O substantivo próprio sempre deve ser escrito com letra maiúscula.

Substantivo Concreto

 É aquele que designa o ser que existe, independentemente de outros seres.

Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
          Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, etc.
          Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d'água, fantasma, etc.

Substantivo Abstrato

Substantivo abstrato é aquele que designa prática de ações verbais, existência de qualidades ou sentimentos humanos. Por exemplo saída (prática de sair), beleza(existência do belo), saudade.


Formação dos substantivos

Os substantivos, quanto à sua formação, podem ser:

Substantivo Primitivo

É primitivo o substantivo que não se origina de outra palavra existente na língua portuguesa. Por exemplo pedra, jornal, gato, homem.

Substantivo Derivado

É derivado o substantivo que provém de outra palavra da língua portuguesa. Por 
exemplo: pedreiro, jornalista, gatarrão, homúnculo.
Substantivo Simples

É simples o substantivo formado por um único radical. Por exemplo pedra, pedreiro, jornal, jornalista.

Substantivo Composto

É composto o substantivo formado por dois ou mais radicais. Por exemplo pedra-sabão, homem-rã, passatempo.

Substantivo Coletivo

É coletivo o substantivo no singular que indica diversos elementos de uma mesma espécie.

• abelha - enxame, cortiço, colméia
• acompanhante - comitiva, cortejo, séquito
• alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada
• aluno - classe
• amigo - (quando em assembléia) tertúlia
• animal - em geral = piara, pandilha, todos de uma região = fauna; manada de cavalgaduras = récua, récova; de carga = tropa; de carga, menos de 10 = lote; de raça, para reprodução = plantel; ferozes ou selvagens = alcatéia
• anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria
• apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta, instrumental
• aplaudidor - (quando pagos) claque
• argumento - carrada, monte, montão, multidão
• arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu
• arroz - batelada
• artigo - (quando heterogêneo) mixórdia
• artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco
• árvore - quando em linha = alameda, carreira, rua, souto; quando constituem maciço = arvoredo, bosque; quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial = malhada
• asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte
• asno - manada, récova, récua
• assassino - choldra, choldraboldra
• assistente - assistência
• astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação
• ator - elenco
• autógrafo - (quando em lista especial de coleção) álbum
• ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem
• avião - esquadrão, esquadria, flotilha
• bala - saraiva, saraivada
• bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba
• bêbado - corja, súcia, farândola
• boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa
• bomba - bateria
• borboleta - boana, panapaná
• botão - de qualquer peça de vestuário = abotoadura; quando em fileira = carreira
• burro - em geral = lote, manada, récua, tropa; quando carregado = comboio
• cabelo - em geral = chumaço, guedelha, madeixa; conforme a separação = marrafa, trança
• cabo - cordame, cordoalha, enxárcia
• cabra - fato, malhada, rebanho
• cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, fileira, linha, renque
• cálice - baixela
• camelo - (quando em comboio) cáfila
• caminhão - frota
• canção - quando reunidas em livro = cancioneiro; quando populares de uma região = folclore
• canhão - bateria
• cantilena - salsada
• cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha
• capim - feixe, braçada, paveia
• cardeal - (em geral) sacro colégio, (quando reunidos para a eleição do papa) conclave, (quando reunidos sob a direção do papa) consistório
• carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho
• carro - quando unidos para o mesmo destino = comboio, composição; quando em desfile = corso
• carta - em geral = correspondência; quando manuscritas em forma de livro = cartapácio; quando geográficas = atlas
• casa - (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra.
• cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel
• cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa, tropilha
• cavalo - manada, tropa
• cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia
• chave - (quando num cordel ou argola) molho (mó), penca
• célula - (quando diferenciadas igualmente) tecido
• cereal - em geral = fartadela, fartão, fartura; quando em feixes = meda, moréia
• cigano - bando, cabilda, pandilha
• cliente - clientela, freguesia
• coisa - em geral = coisada, coisarada, ajuntamento, chusma, coleção, cópia, enfiada; quando antigas e em coleção ordenada = museu; quando em lista de anotação = rol, relação; em quantidade que se pode abranger com os braços = braçada; quando em série = sequência, série, sequela, coleção; quando reunidas e sobrepostas = monte, montão, cúmulo
• copo - baixela
• corda - (em geral) cordoalha, (quando no mesmo liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame, massame, cordagem
• correia - (em geral) correame, (de montaria) apeiragem
• credor - junta, assembléia
• crença - (quando populares) folclore
• crente - grei, rebanho
• depredador - horda
• deputado - (quando oficialmente reunidos) câmara, assembléia
• desordeiro - caterva, corja, malta, pandilha, súcia, troça, turba
• diabo - legião
• dinheiro - bolada, bolaço, disparate
• disco - discoteca
• disparate - apontoado
• doze - (coisas ou animais) dúzia
• elefante - manada
• empregado - (quando de firma ou repartição) pessoal
• escola - (quando de curso superior) universidade
• escravo - (quando da mesma morada) senzala, (quando para o mesmo destino) comboio, (quando aglomerados) bando
• escrito - (quando em homenagem a homem ilustre) poliantéia, (quando literários) analectos, antologia, coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio, seleta
• espectador - (em geral) assistência, auditório, concorrência, (quando contratados para aplaudir) claque
• espiga - (quando atadas) amarrilho, arregaçada, atado, atilho, braçada, fascal, feixe, gavela, lio, molho, paveia
• estaca - (quando fincadas em forma de cerca) paliçada
• estado - (quando unidos em nação) federação, confederação, república
• estampa - (quando selecionadas) iconoteca, (quando explicativas) atlas
• estrela - (quando cientificamente agrupadas) constelação, (quando em quantidade) acervo, (quando em grande quantidade) miríade
• estudante - (quando da mesma escola) classe, turma, (quando em grupo cantam ou tocam) estudantina, (quando em excursão dão concertos) tuna, (quando vivem na mesma casa) república
• facínora - caterva, horda, leva, súcia
• feijão - (quando comerciáveis) batelada, partida
• feiticeiro - (quando em assembléia secreta) conciliábulo
• feno - braçada, braçado
• filhote - (quando nascidos de uma só vez) ninhada
• filme - filmoteca, cinemoteca
• fio - (quando dobrado) meada, mecha, (quando metálicos e reunidos em feixe) cabo
• flecha - (quando caem do ar, em porção) saraiva, saraivada
• flor - (quando atadas) antologia, arregaçada, braçada, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê, (quando no mesmo pedúnculo) cacho
• foguete - (quando agrupados em roda ou num travessão) girândola
• força naval - armada
• força terrestre - exército
• formiga - cordão, correição, formigueiro
• frade - (quando ao local em que moram) comunidade, convento, (quanto ao fundador ou quanto às regras que obedecem) ordem
• frase - (quando desconexas) apontoado
• freguês - clientela, freguesia
• fruta - (quando ligadas ao mesmo pedúnculo) cacho, (quanto à totalidade das colhidas num ano) colheita, safra
• fumo - malhada
• gafanhoto - nuvem, praga
• garoto - cambada, bando, chusma
• gato - cambada, gatarrada, gataria
• gente - (em geral) chusma, grupo, multidão, (quando indivíduos reles) magote, patuléia, poviléu
• grão - manípulo, manelo, manhuço, manojo, manolho, maunça, mão, punhado
• graveto - (quando amarrados) feixe
• gravura - (quando selecionadas) iconoteca
• habitante - (em geral) povo, população, (quando de aldeia, de lugarejo) povoação
• herói - falange
• hiena - alcatéia
• hino - hinário
• ilha - arquipélago
• imigrante - (quando em trânsito) leva, (quando radicados) colônia
• índio - (quando formam bando) maloca, (quando em nação) tribo
• instrumento - (quando em coleção ou série) jogo, ( quando cirúrgicos) aparelho, (quando de artes e ofícios) ferramenta, (quando de trabalho grosseiro, modesto) tralha
• inseto - (quando nocivos) praga, (quando em grande quantidade) miríade, nuvem, (quando se deslocam em sucessão) correição
• javali - alcatéia, malhada, vara
• jornal - hemeroteca
• jumento - récova, récua
• jurado - júri, conselho de sentença, corpo de jurados
• ladrão - bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha
• lâmpada - (quando em fileira) carreira, (quando dispostas numa espécie de lustre) lampadário
• leão - alcatéia
• lei - (quando reunidas cientificamente) código, consolidação, corpo, (quando colhidas aqui e ali) compilação
• leitão - (quando nascidos de um só parto) leitegada
• livro - (quando amontoados) chusma, pilha, ruma, (quando heterogêneos) choldraboldra, salgalhada, (quando reunidos para consulta) biblioteca, (quando reunidos para venda) livraria, (quando em lista metódica) catálogo
• lobo - alcatéia, caterva
• macaco - bando, capela
• malfeitor - (em geral) bando, canalha, choldra, corja, hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, (quando organizados) quadrilha, sequela, súcia, tropa
• maltrapilho - farândola, grupo
• mantimento - (em geral) sortimento, provisão, (quando em saco, em alforge) matula, farnel, (quando em cômodo especial) despensa
• mapa - (quando ordenados num volume) atlas, (quando selecionados) mapoteca
• máquina - maquinaria, maquinismo
• marinheiro - maruja, marinhagem, companha, equipagem, tripulação, chusma
• médico - (quando em conferência sobre o estado de um enfermo) junta
• menino - (em geral) grupo, bando, (depreciativamente) chusma, cambada
• mentira - (quando em sequência) enfiada
• mercadoria - sortimento, provisão
• mercenário - mesnada
• metal - (quando entra na construção de uma obra ou artefato) ferragem
• ministro - (quando de um mesmo governo) ministério, (quando reunidos oficialmente) conselho
• montanha - cordilheira, serra, serrania
• mosca - moscaria, mosquedo
• móvel - mobília, aparelho, trem
• música - (quanto a quem a conhece) repertório
• músico - (quando com instrumento) banda, charanga, filarmônica, orquestra
• nação - (quando unidas para o mesmo fim) aliança, coligação, confederação, federação, liga, união
• navio - (em geral) frota, (quando de guerra) frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando reunidos para o mesmo destino) comboio
• nome - lista, rol
• nota - (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço, maço, pacote, (na acepção de produção literária, científica) comentário
• objeto - V coisa
• onda - (quando grandes e encapeladas) marouço
• órgão - (quando concorrem para uma mesma função) aparelho, sistema
• orquídea - (quando em viveiro) orquidário
• osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama, (quando de um cadáver) esqueleto
• ouvinte - auditório
• ovelha - (em geral) rebanho, grei, chafardel, malhada, oviário, (quando ainda não deram cria e nem estão prenhes) alfeire
• ovo - (os postos por uma ave durante certo tempo) postura, (quando no ninho) ninhada
• padre - clero, clerezia
• palavra - (em geral) vocabulário, (quando em ordem alfabética e seguida de significação) dicionário, léxico, (quando proferidas sem nexo) palavrório
• pancada - data
• pantera - alcatéia
• papel - (quando no mesmo liame) bloco, maço, (em sentido lato, de folhas ligadas e em sentido estrito, de 5 folhas) caderno, (5 cadernos) mão, (20 mãos) resma, (10 resmas) bala
• parente - (em geral) família, (em reunião) tertúlia
• partidário - facção, partido, torcida
• partido (político) - (quando unidos para um mesmo fim) coligação, aliança, coalização, liga
• pássaro - passaredo, passarada
• passarinho - nuvem, bando
• pau - (quando amarrados) feixe, (quando amontoados) pilha, (quando fincados ou unidos em cerca) bastida, paliçada
• peça - (quando devem aparecer juntas na mesa) baixela, serviço, (quando artigos comerciáveis, em volume para transporte) fardo, (em grande quantidade) magote, (quando pertencentes à artilharia) bateria, (de roupas, quando enroladas) trouxa, (quando pequenas e cosidas umas às outras para não se extraviarem na lavagem) apontoado, (quando literárias) antologia, florilégio, seleta, silva, crestomatia, coletânea, miscelânea.
• peixe - (em geral e quando na água) cardume, (quando miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário, (quando em fileira) cambada, espicha, enfiada, (quando à tona) banco, manta
• pena - (quando de ave) plumagem
• peregrino - caravana, romaria, romagem
• pérola - (quando enfiadas em série) colar, ramal
• pessoa - (em geral) aglomeração, banda, bando, chusma, colméia, gente, legião, leva, maré, massa, mó, mole, multidão, pessoal, roda, rolo, troço, tropel, turba, turma, (quando reles) corja, caterva, choldra, farândola, récua, súcia, (quando em serviço, em navio ou avião) tripulação, (quando em acompanhamento solene) comitiva, cortejo, préstito, procissão, séquito, teoria, (quando ilustres) plêiade, pugilo, punhado, (quando em promiscuidade) cortiço, (quando em passeio) caravana, (quando em assembléia popular) comício, (quando reunidas para tratar de um assunto) comissão, conselho, congresso, conclave, convênio, corporação, seminário, (quando sujeitas ao mesmo estatuto) agremiação, associação, centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade
• pilha - (quando elétricas) bateria
• pinto - (quando nascidos de uma só vez) ninhada
• planta - (quando frutíferas) pomar, (quando hortaliças, legumes) horta, (quando novas, para replanta) viveiro, alfobre, tabuleiro, (quando de uma região) flora, (quando secas, para classificação) herbário.
• ponto - (de costura) apontoado
• porco - (em geral) manada, persigal, piara, vara, (quando do pasto) vezeira
• povo - (nação) aliança, coligação, confederação, liga
• prato - baixela, serviço, prataria
• prelado - (quando em reunião oficial) sínodo
• prisioneiro - (quando em conjunto) leva, (quando a caminho para o mesmo destino) comboio
• professor - (quando de estabelecimento primário ou secundário) corpo docente, (quando de faculdade) congregação
• quadro - (quando em exposição) pinacoteca, galeria
• querubim - coro, falange, legião
• recipiente - vasilhame
• recruta - leva, magote
• religioso- clero regular
• roupa - (quando de cama, mesa e uso pessoal) enxoval, (quando envoltas para lavagem) trouxa
• salteador - caterva, corja, horda, quadrilha
• saudade - arregaçada
• selo - coleção
• serra - (acidente geográfico) cordilheira
• servical - queira
• soldado - tropa, legião
• trabalhador - (quando reunidos para um trabalho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva
• tripulante - equipagem, guarnição, tripulação
• utensílio - (quando de cozinha) bateria, trem, (quando de mesa) aparelho, baixela
• vadio - cambada, caterva, corja, mamparra, matula, súcia
• vara - (quando amarradas) feixe, ruma
• velhaco - súcia, velhacada

Por ser palavras variáveis, os substantivos podem se flexionar em: gênero, número e grau. Vejamos cada tipo de flexão, separadamente:
Flexão de gênero
Quanto ao gênero, os substantivos podem ser classificados em: masculinos e femininos. Temos por regra que todo substantivo masculino é caracterizado pela desinência “o” e o feminino pela desinência “a”. No entanto, nem todos os substantivos masculinos terminam em “o” (líder, telefonema, amor). Então, podemos definir o substantivo como do gênero masculino se vier anteposto pelo artigo “o”: o gato, o homem, o amor, o líder, o telefonema.
O gênero feminino irá seguir o mesmo raciocínio. São substantivos femininos as palavras que tem anteposição do artigo “a”: a gata, a mulher, a pessoa, a criança.
Há, contudo, uma distinção a ser feita entre: substantivos biformes e uniformes. Substantivos biformes são os que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: menino, menina. Já os substantivos uniformes apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino: criança, artista, testemunha.
No entanto, é por intermédio do artigo que classificamos se o substantivo de dois gêneros é masculino ou feminino. Veja:
o estudante (masculino)
a estudante (feminino)
Além disso, é através do artigo que podemos definir o significado do substantivo. Observe:
o cabeça (líder)
a cabeça (parte do corpo)
Flexão de número
Quanto ao número, os substantivos podem ser flexionados em: singular ou plural. O indicativo de um substantivo no plural é a terminação “s”:
Exemplo: o colega > os colegas
a menina > as meninas
Porém, há algumas particularidades no que diz respeito ao plural dos substantivos. Vejamos algumas:
a) No geral, os substantivos terminados em al, el, ol, ul, troca-se o “l” por “is”:
Exemplos: jornal > jornais
papel > papéis
barril > barris
anzol > anzóis
azul > azuis
b) Os substantivos terminados em “r” e “z” são acrescidos de “es” para o plural:
Exemplos: amor > amores
luz > luzes
c) Caso o substantivo terminado em “s” for paroxítono, o plural será invariável. Caso seja oxítono, acrescenta-se “es”:
Exemplos: ônibus > ônibus
país > países
d) Os substantivos terminados em “n” formam o plural em “es” ou “s”:
Exemplos: abdômen > abdômenes
pólen > polens
e) Os substantivos terminados em “m” formam o plural em “ens”:
Exemplo: homem > homens
viagem > viagens
f) Os substantivos terminados em “x” são invariáveis no plural:
Exemplo: tórax > tórax
xérox > xérox
g) Os substantivos terminados em “ão” têm três variações para o plural: “ões”, “ães” e “ãos”:
Exemplos: eleição > eleições
pão > pães
cidadão > cidadãos
Flexão de grau
Quanto ao grau, os substantivos podem variar entre aumentativo e diminutivo.
Os graus aumentativo e diminutivo podem ser formados através de dois processos:
a) sintético – acréscimo de sufixos ao grau normal.
Exemplo: amor: amorzinho; amorzão.
b) analítico – o substantivo será modificado por adjetivos que transmitem idéia de aumento ou diminuição:
Exemplo: urso: urso grande; urso pequeno.
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Observe:
gato - gata
homem - mulher
poeta - poetisa
prefeito - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o feminino. Classificam-se em:
Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
Por exemplo:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
Por exemplo:
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo.
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo.
Por exemplo:
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, são masculinos.
Por exemplo:
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, variam em seu significado.
Por exemplo:
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)
o capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes

a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
Por exemplo:
aluno - aluna
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:
freguês - freguesa
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três formas:
- troca-se -ão por -oa.
Por exemplo:
patrão - patroa
- troca-se -ão por -ã.
Por exemplo:
campeão - campeã
-troca-se -ão por ona.
Por exemplo:
solteirão - solteirona
Exceções:
barão - baronesa
ladrão- ladra
sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:
doutor - doutora
- troca-se -or por -triz:
imperador - imperatriz
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:

-esa --essa--isa-
cônsul - consulesaabade - abadessapoeta - poetisa
duque - duquesaconde - condessaprofeta - profetisa

f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:
bode - cabra
boi - vaca
hSubstantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:


czar - czarina
réu - ré
Substantivos de Gênero Incerto

Existem numerosos substantivos de gênero incerto e flutuante, sendo usados com a mesma significação, ora como masculinos, ora como femininos.
a abusãoerro comum, superstição, crendice
a aluviãosedimentos deixados pelas águas, inundação, grande numero
a cólera ou cólera-morbodoença infecciosa
a personagempessoa importante, pessoa que figura numa história
a tramaintriga, conluio, maquinação, cilada
a xerox (ou xérox)cópia xerográfica, xerocópia
o ágaperefeição que os cristãos faziam em comum, banquete de confraternização
o caudaltorrente, rio
o diabetes ou diabetedoença
o jângalfloresta própria da Índia
o lhamamamífero ruminante da família dos camelídeos
o ordenançasoldado às ordens de um oficial
o praçasoldado raso
o preápequeno roedor

Note que:

1. A palavra personagem é usada indistintamente nos dois gêneros.

a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada preferência pelo masculino:

Por exemplo: O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.

b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma personagem.

2. Ordenança, praça (soldado) e sentinela (soldado, atalaia) são sentidos e usados na língua atual, como masculinos, por se referirem, ordinariamente, a homens.
3. Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
MasculinosFemininos
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá
o clã
o hosana
o herpes
o pijama
o suéter
o soprano
o proclama
o pernoite
o púbis
 a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
a cal
a faringe
a cólera (doença)
a ubá (canoa)
 
São geralmente masculinos os substantivos
de origem grega terminados  em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma
o anátema
o estigma
o axioma
o tracoma
o hematoma
 
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
 
Gênero dos Nomes de Cidades:
Salvo raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Por exemplo:
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.

Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência) a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta) a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro) a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos) a coma (cabeleira)
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e de outros sacramentos) a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco) a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente) a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras) a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso) a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor) a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo) a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol) a nascente (a fonte)
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor) a maria-fumaça (locomotiva movida a vapor)
o pala (poncho) a pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo)
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação emissora)
o voga (remador) a voga (moda, popularidade)
Flexão de Número do Substantivo

Em português, há dois números gramaticais:
singular, que indica um ser ou um grupo de seres;
plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.
  A característica do plural é o s final.

Plural dos Substantivos Simples

a) Os substantivos terminados em vogalditongo oral n fazem o plural pelo acréscimo de s.
Por exemplo:
pai - pais
ímã - ímãs
hífen - hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.
Por exemplo:
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural pelo acréscimo de es.
Por exemplo:
revólver - revólveres
raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em alel, olul flexionam-se no plural, trocando o l por is.
Por exemplo:
quintal -  quintais
caracol - caracóis
hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas maneiras: 
- Quando oxítonos, em is.
Por exemplo:
canil - canis
- Quando paroxítonos, em eis.
Por exemplo:
míssil - mísseis.
Obs.:  a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:

répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras: 
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.
Por exemplo:
ás - ases
retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.
Por exemplo:
o lápis - os lápis
o ônibus - os ônibus.
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ões:
Por exemplo:
ação - ações
- substituindo o -ão por -ães:
Por exemplo:
cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos:
Por exemplo:
grão - grãos
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.
Por exemplo:
o látex - os látex.

Plural dos Substantivos Compostos

Quando se trata do plural de alguns substantivos, quase sempre nos surgem algumas indagações no que se refere à flexão dos mesmos. Para isto, existem algumas regras específicas, nas quais devemos estar sempre atentos. São elas:

Norma Geral: 

Nos substantivos compostos, vão para o plural os substantivos e as palavras adjetivas, as demais ficam invariáveis, como por exemplo:
Abelha-mestra: abelhas-mestras (substantivo+substantivo) 

Erva-doce: ervas-doces (substantivo+adjetivo) 

Abaixo-assinado: abaixo-assinados (advérbio+adjetivo) 

O bota-fora: os bota -fora (verbo+advérbio) 

O guarda-noturno: os guardas-noturnos (substantivo+adjetivo) 

O guarda-roupa: os guarda-roupas (verbo+substantivo) 

Complementações à norma geral: 

- Compostos de substantivo + substantivo 

Ambos vão para o plural se a relação entre eles for coordenativa, ou seja, se é explicitável pela conjunção “e”:

Cirurgião- dentista: cirurgiões-dentistas 

Neste caso pressupõe-se que é cirurgião e dentista.

Só o primeiro vai para o plural se a relação entre eles for subordinativa, isto é, não é possível pressupor a conjunção “e”: 

Salário-família: salários-família 

Compostos de verbo+verbo: 

verbo +verbo repetidos: ambos variam, ou só o segundo: 

Corre-corre, corres-corres ou corre-corres 

-verbo+verbo de sentidos opostos: ambos ficam invariáveis: 

O leva e traz -  Os leva e traz 

Compostos de grão, grã, bel, recém + substantivo: 

Só vai para o plural o substantivo:

Grão-mestre: grão-mestres 

Bel-prazer: bel-prazeres 

Recém-nascido: recém-nascidos 

- Compostos ligados por preposição:

Só o primeiro vai para o plural:

Pé de moleque: pés de moleque 

- Compostos ligados por onomatopeia: 

Só o último vai para o plural:

Reco-reco: reco-recos 
Tico-tico: tico-ticos 

Compostos não separados por hífen: 

Pluralizam como se fossem simples:

Vaivém: vaivéns
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Por exemplo:Pese bem os prós e os contras.O aluno errou na prova dos noves.Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no plural.

Por exemplo:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final e acrescenta-se o
sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos
animai(s) + zinhos
botõe(s) + zinhos
chapéu(s) + zinhos
farói(s) + zinhos
tren(s) + zinhos
colhere(s) + zinhas
flore(s) + zinhas
pãezinhos
animaizinhos
botõezinhos
chapeuzinhos
faroizinhos
trenzinhos
colherezinhas
florezinhas
mão(s) + zinhas
papéi(s) + zinhos
nuven(s) + zinhas
funi(s) + zinhos
túnei(s) + zinhos
pai(s) + zinhos
pé(s) + zinhos
pé(s) + zitos
mãozinhas
papeizinhos
nuvenzinhas
funizinhos
tuneizinhos
paizinhos
pezinhos
pezitos
Obs.: são anômalos os plurais pastorinhos(as), papelinhos, florzinhas, florinhas, colherzinhas e mulherzinhas, correntes na língua popular, e usados até por escritores
de renome.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que a terminação
se preste à flexão.
 Por exemplo:Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros

Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos como na língua
original, acrescentando-se s (exceto quando terminam em s ou z).
Por exemplo:
os shows
os shorts
os jazz
Substantivos  aportuguesados flexionam-se de acordo com as regras de
nossa língua:
Por exemplo:os clubesos chopes
os jipesos esportes
as toaletesos bibelôs
os garçonsos réquiens
Observe o exemplo:
Este jogador  faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.

Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da vogal tônica
(o fechado / o aberto). É um fato fonético chamado metafonia.
Singular
Plural
Singular
Plural
corpo (ô)
esforço
fogo
forno
fosso
imposto
olho
corpos (ó)
esforços
fogos
fornos
fossos
impostos
olhos
osso (ô)
ovo
poço
porto
posto
rogo
tijolo
ossos (ó)
ovos
poços
portos
postos
rogos
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, esposos, estojos,
globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô), caldo (molho de carne), de molho (ó), feixe (molho de lenha).
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Por exemplo:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
Por exemplo:
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Por exemplo:
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular mas com sentido de plural:
Por exemplo:
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas improvisadas.
Juntou-se ali uma população de retirantes que, entre homem, mulher e menino, ia bem cinquenta mil."
Flexão de Grau do Substantivo

Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado normal. Por exemplo: casa
Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza.
Por exemplo: casa grande.

Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de aumento.
Por exemplo: casarão.

Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que indica pequenez.
Por exemplo: casa pequena.

Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de diminuição.
Por exemplo: casinha.


Fontes: www.mundoeducacao.com/gramatica/flexoes-substantivo.htm
          www.algosobre.com.br
         www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf27.php