sábado, 29 de novembro de 2014

Questões de vestibulares e resumo sobre advérbios

Conceito de Advérbio

Advérbio é qualquer palavra que modifica, circunstancia o verbo, ou seja, muda o sentido do verbo. É como se fosse o adjetivo do verbo. 

Classificação dos Advérbios
TempoLugarModo
hoje; logo; primeiro; ontem; tarde; outrora; amanhã; cedo; dantes; depois; ainda; antigamente; antes; doravante; nunca; então; ora; jamais; agora; sempre; já; enfim; etc.aqui; antes; dentro; ali; adiante; fora; acolá; atrás; além; lá; detrás; aquém; cá; acima; onde; perto; aí; abaixo; aonde; longe; debaixo; algures; defronte; nenhures; etc.bem; mal; melhor; pior; assim; aliás; depressa; devagar; como; debalde; sobremodo; sobretudo; sobremaneira; quase; principalmente
Obs.: muitos advérbios de modo formam-se juntando mente à forma feminina do adjectivo
QuantidadeAfirmaçãoNegação
muito; pouco; mais; menos; demasiado; quanto; quão; tanto; tão; assaz; que (equivale a quão); tudo; nada; todo; bastante; quasesim; certamente; realmente; decerto; efectivamente; etc.não; nem; nunca; jamais; etc.
DúvidaExclusãoInclusão
acaso; porventura; possivelmente; provavelmente; quiçá; talvezapenas; exclusivamente; salvo; senão;somente; simplesmente; só; unicamenteainda; até; mesmo; inclusivamente; também
OrdemDesignaçãoInterrogação
depois; primeiramente; ultimamenteeis
onde? como? quando? porque?


Locução Adverbial

Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:

lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.
afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.

Obs.: tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro advérbio. Observe os exemplos:

Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
De repente correram para a rua. (verbo)

Relação de Algumas Locuções Adverbiais

às vezes
às clarasàs cegas
à esquerdaà direitaà distância
ao ladoao fundoao longo
a cavaloa péàs pressas
ao vivoa esmoà toa
de repentede súbitode vez em quando
por forapor dentropor perto
por tráspor alipor ora
com certezasem dúvidade propósito
lado a ladopasso a passoo mais das vezes

Atenção: não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempredepois do advérbio ou da locução adverbial.
Por exemplo:

perto de, antes de, dentro de, etc.Questões sobre advérbios

1) Observe as palavras:

I. Hoje.
II. Aqui.
III. Rapidamente.
IV. Bastante.
V. Com certeza.

Classificam-se, respectivamente, como:

a) advérbios de tempo, lugar, modo, intensidade e afirmação.
b) advérbios de modo, tempo, intensidade, afirmação e negação.
c) advérbios de dúvida, tempo, lugar, modo e intensidade.
d) advérbios de tempo, lugar, modo, afirmação e dúvida.
e) advérbios de dúvida, afirmação, lugar, modo e intensidade.

2) Há dois advérbios em todas as alternativas, exceto em:

a) Sabendo das más notícias, falou nervosa e impacientemente.
b) Amanhã o coral cantará afinadamente na apresentação.
c) Durante o interrogatório, o suspeito ficou muito calado.
d) Hoje não iremos à escola.
e) Ontem a torcida compareceu ao estádio pacificamente.

3) (ITA-2003) A questão a seguir refere-se ao texto abaixo.

(…) As angústias dos brasileiros em relação ao português são de duas ordens. Para uma parte da população, a que não teve acesso a uma boa escola e, mesmo assim, conseguiu galgar posições, o problema é sobretudo com a gramática. É esse o público que consome avidamente os fascículos e livros do professor Pasquale, em que as regras básicas do idioma são apresentadas de forma clara e bem-humorada. Para o segmento que teve oportunidade de estudar em bons colégios, a principal dificuldade é com clareza. É para satisfazer a essa demanda que um novo tipo de profissional surgiu: o professor de português especializado em adestrar funcionários de empresas. Antigamente, os cursos dados no escritório eram de gramática básica e se destinavam principalmente a secretárias. De uns tempos para cá, eles passaram a atender primordialmente gente de nível superior. Em geral, os professores que atuam em firmas são acadêmicos que fazem esse tipo de trabalho esporadicamente para ganhar um dinheiro extra. “É fascinante, porque deixamos de viver a teoria para enfrentar a língua do mundo real”, diz Antônio Suárez Abreu, livre-docente pela Universidade de São Paulo (…)
(JOÃO GABRIEL DE LIMA. Falar e escrever, eis a questão. Veja, 7/11/2001, n. 1725)
O adjetivo “principal” (em a principal dificuldade é com clareza) permite inferir que a clareza é apenas um elemento dentro de um conjunto de dificuldades, talvez o mais significativo. Semelhante inferência pode ser realizada pelos advérbios:

a) avidamente, principalmente, primordialmente.
b) sobretudo, avidamente, principalmente.
c) avidamente, antigamente, principalmente.
d) sobretudo, principalmente, primordialmente.
e) principalmente, primordialmente, esporadicamente.  

4) (UFV-MG) Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em:  

a) Ele permaneceu muito calado.
b) Amanhã, não iremos ao cinema.
c) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
d) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
e) Ela falou calma e sabiamente.

5) Analise os advérbios em destaque, classificando-os de acordo com a circunstância que a eles se referem:

a- Hoje fomos surpreendidos com a chegada dos visitantes.
b – Não me incomodo com sua impaciência.  
c – Talvez eu compareça ao seu aniversário.
d – Estamos muito contentes com sua aprovação.
e – Alegremente Pedro se despediu de sua família.


6) Assinale a frase que não apresenta locução adverbial.

a )“...a vista se perdendo no horizonte...”                            
b) “  É mais seguro ir andando, passo a passo...”
c) “... um homem que vivera nas montanhas...”                    
d) ”... o delicioso sentimento de dignidade e liberdade.”

7) (UFC) A opção em que há um advérbio exprimindo circunstância de tempo é:


A)  Possivelmente viajarei para São Paulo.
B)  Maria tinha aproximadamente 15 anos.
C)  As tarefas foram executadas concomitantemente.
D)  Os resultados chegaram demasiadamente atrasados.

8)  (PUC-SP) Assinale a alternativa em que somente advérbios foram acrescentados à frase: “O tempo passou.”

a) O sofrido tempo não passou muito rápido, infelizmente.         
b) O tempo passou bastante, majestoso.
c) Realmente, o tempo passou depressa demais.                            
d) Sim, o curto tempo já passou.

9) Os advérbios em “mente” das alternativas abaixo, designam a mesma circunstância, exceto em:

a) Os soldados combateram estoicamente até a morte.
b) Os fiscais sugeriram ironicamente que os candidatos fossem submetidos a um outro exame.
c) Possivelmente haverá uma nova oportunidade.
d) No momento da discussão, alguns convidados saíram sutilmente sem se despedirem.

10) Todas as expressões sublinhadas abaixo presumem uma circunstância de tempo, exceto:

a) “E agora era desejada também”                                 
b) “Naquela noite despertaram...”
c) “..não eram ainda anunciadores de desgraças...”         
d) “A mata dormia seu sono jamais interrompido”.
e) “...já que os homens ainda não haviam chegado...”

11) Assinale a alternativa em que somente advérbios foram acrescentados à frase: “O tempo passou.”

a) O sofrido tempo não passou muito rápido, infelizmente.         
b) O tempo passou bastante, majestoso.
c) Realmente, o tempo passou depressa demais.                            
d) Sim, o curto tempo já passou.

12) Só não há advérbio em: 

a) Não o quero. 
b) Ali está o material. 
c) Tudo está correto. 
d) Talvez ele fale. 
e) Já cheguei. 

13) Qual das frases abaixo possui advérbio de modo? 

a) Realmente ela errou. 
b) Antigamente era mais pacato o mundo. 
c) Lá está teu primo. 
d) Ela fala bem. 
e) Estava bem cansado. 

14) Morfologicamente, a expressão sublinhada na frase abaixo é classificada como locução:
"Estava à toa na vida..." 

a) adjetiva 
b) adverbial 
c) prepositiva  
d) conjuntiva 
e) substantiva 

15) Em todas as opções há dois advérbios, exceto em: 

a) Ele permaneceu muito calado. 
b) Amanhã, não iremos ao cinema. 
c) O menino, ontem, cantou desafinadamente. 
d) Traqüilamente, realizou-se, hoje, o jogo. 
e) Ela falou calma e sabiamente.

16)  Soneto de fidelidade

(Vinicius de Moraes)
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Por enquanto
(Renato Russo)
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba.

No segundo verso do poema, no qual o poeta mostra como tratará o seu amor, as expressões “com tal zelo”, “sempre” e “tanto” dão, respectivamente, idéia de

a) modo - intensidade - modo.
b) modo - tempo - intensidade.
c) tempo - tempo - modo.
d) finalidade - tempo - modo.
e) finalidade - modo - intensidade

17) Na frase “O Sol ainda produzirá energia (...)”, o advérbio ainda tem o mesmo sentido que em:

a) Ainda lutando, nada conseguirá.
b) Há ainda outras pessoas envolvidas no caso.
c) Ainda há cinco minutos ela estava aqui.
d) Um dia ele voltará, e ela estará ainda à sua espera.
e) Sei que ainda serás rico.

18) Texto:

“Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado:
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.”
(Cláudio Manuel da Costa, Sonetos-VII.)

Com referência ao texto, a correlação entre o advérbio de lugar, o objeto que nele se situa e o tempo de existência (ou vida) deste objeto está correta em

a) “Aqui” = “fonte” no presente e “árvores florescentes”
no passado.
b) “Ali” = “vale” no presente e “monte” no presente.
c) “Aqui” = “fonte”, “árvores florescentes”, “troncos
decadentes” no passado.
d) “Aqui” = “fonte”, “árvores florescentes”, “troncos
decadentes” no presente.
e) “Ali” = “vale” no passado e “monte” no passado

19) Assinale a frase em que meio funciona como advérbio: 

a) Só quero meio quilo. 
b) Achei-o meio triste. 
c) Descobri o meio de acertar. 
d) Parou no meio da rua. 
e) Comprou um metro e meio de tecido. 

20) Classifique a locução adverbial que aparece em "Machucou-se com a lâmina". 


a) modo
b) instrumento
c) causa
d) concessão
e) fim 

21) As frases a seguir, indique a circunstância expressa pelos advérbios destacados:

(a)   Os alunos se portaram muito bem.
(b)   Eram pessoas bastante simpáticas.
(c)    Eles certamente assistirão à corrida.
(d)   Talvez as meninas não compareçam.
(e)    Meus irmãos sempre vão ao baile.
(f)     Ali estava o que procurava.
(   ) Intensidade
     (   ) Lugar
(   ) Afirmação
(   ) Tempo
(   ) Modo
(   ) Dúvida
22) Relacione a 1ª coluna com a 2ª.

(1) água de chuva                          (   ) Fluvial

(2 )olho de gato                                              (   ) Angelical

(3 ) água de rio                                                (   ) Felino

(4 ) Cara-de-anjo                            (    ) Pluvial

23) 


As palavras classificadas como advérbios agregam noções diversas aos termos a que se ligam na frase, demarcando posições, relativizando ou reforçando sentidos, por exemplo.
O advérbio destacado é empregado para relativizar o sentido da palavra a que se refere em:
(A) utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? (l. 8-9)
(B) Certamente me irão fazer falta, (l. 17)
(C) Afirmarei que sejam absolutamente exatas? (l. 25)
(D) desenterrarmos pacientemente as condições que a determinaram. (l. 36-37)

Gabarito:

1) A   2) C   3) D   4) A   5) a) advérbio de tempo          b) advérbio de negação
c) advérbio de dúvida        d) advérbio de intensidade          e) advérbio de modo 
6) D     7) C    8) C    9) C    10) E    11) C   12) C   13) D   14) B   15) A   16) B   17) D   
18) C
19) B   20) B   21) b - f - c - e - a - d   22) 3 - 4 - 2 - 1   23) A

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Questões de vestibulares sobre o Parnasianismo

1) (Uneb – BA) São características parnasianas:

A) perfeição formal, preciosismo linguístico, objetivismo e desprezo pela arte útil.
B) preocupação excessiva com a forma, análise determinista do homem, subjetivismo e universalismo.
C) O desprezo pela forma requintada, preocupação político-social, objetivismo e individualismo.
D) forma requintada, “arte-sugestão”, subjetivismo exacerbado e análise psicológica do homem.
E) impassibilidade (distanciamento das emoções), “poesia científica”, pessoalidade e tematização da natureza.

2) “A cavalgada” é uma criação artística de Raimundo Correia – representante parnasiano. Eis então que abaixo se encontra demarcado o poema em questão, cuja intenção é fazer com que você o analise, destacando, pois, as impressões voltadas para as características parnasianistas:

A Cavalgada

A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...

E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...

E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha...

3) Enfocando os temas e as atitudes parnasianos:

a) a poesia parnasiana é alienada, no sentido de que ignora as questões que não sejam essencialmente estéticas;
b) há um acentuado desprezo pela plebe e pelas aspirações populares;
c) o artesanato poético é sua principal preocupação;
d) os parnasianos diferem da atitude impassível e anti-sentimental dos realistas;
e) é uma poesia de elaboração, fruto do “esforço intelectual”.

4) (MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana:

a) A oposição aos românticos e distanciamento das preocupações sociais dos realistas.
b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da forma.
c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica.
d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos motivos clássicos.
e) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente.

5) (FUND. UNIV. RIOGRANDE) Marque a afirmativa correta:

a) O Parnasianismo caracterizou-se, no Brasil, pela busca da perfeição formal na poesia.
b) O Parnasianismo determinou o surgimento de obras de tom marcadamente coloquial.
c) O Parnasianismo, por seus poetas, preconizava o uso do verso livre.
d) O Parnasianismo brasileiro deu ênfase ao experimentalismo formal.
e) O Parnasianismo foi o responsável pela afirmação de uma poesia de caráter sugestivo e musical.


6) Assinale a alternativa que tenha apenas características do Parnasianismo:

a) culto da forma; objetivismo; predomínio dos elementos da natureza;
b) preocupação com a forma, com a técnica e com a métrica; presença de rimas ricas, raras, preciosas;
c) predomínio do sentimentalismo; vocabulário precioso; descrições de objetos;
d) teoria da arte pela arte; métrica perfeita; busca do nacionalismo;
e) sexualidade; hereditariedade; meio ambiente.

7) (UFPE) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:

a) a natureza é apresentada objetivamente;
b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas, céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação lógica;
c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais importante que a valorização da forma do poema;
d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com que foi explorada em outros períodos literários;
e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos estão permeados de conotações subjetivas.

8) Sobre o Parnasianismo, é correto afirmar, exceto:

a) Contrariando a estética do Realismo e do Naturalismo, o Parnasianismo representou na poesia uma volta ao estilo clássico, sobretudo no que diz respeito à métrica do poema.
b) Embora fosse contemporâneo do Realismo e do Naturalismo, o Parnasianismo apresentou uma temática diferente dessas correntes literárias ao propor um olhar sobre a linguagem, cuja temática predominante era a arte pela arte.
c) As principais características desse movimento literário, que teve como seu maior representante o poeta Olavo Bilac, foram a simplicidade da linguagem, valorização da cultura nacional e elevados níveis de subjetividade.
d) Um dos principais objetivos da poesia parnasiana era combater o ideário dos poetas românticos que primavam pelos exageros de emoção e fantasia.
e) Objetivismo, racionalismo, universalismo, vocabulário culto e gosto pelas descrições são as principais características da linguagem da poesia parnasiana.

9) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:

a) a natureza é apresentada objetivamente;
b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas, céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação lógica;
c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais importante que a valorização da forma do poema;
d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com que foi explorada em outros períodos literários;
e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos estão permeados de conotações subjetivas.

10) Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo:

a) A inspiração é mais importante que a técnica.
b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação, ao ritmo, às rimas ricas ou raras.
c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo Correia.
d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo.
e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco.

11) Assinale a alternativa correta a respeito do Parnasianismo:

a) A inspiração é mais importante que a técnica.
b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação, ao ritmo, às rimas ricas ou raras.
c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo Correia.
d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo.
e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco.

12) O Parnasianismo pode ser descrito como um movimento:

( ) essencialmente poético, que reagiu ao sentimentalismo romântico.
( ) cuja poesia é, sobretudo, forma que se sobrepõe ao conteúdo e às idéias.
( ) cuja arte tinha um sentido utilitário e um compromisso social.
( ) cuja verdade residia na beleza da obra, e essa, na sua perfeição formal.
( ) que revela preferência pela objetividade, pelos temas greco-latinos e por formas fixas, como o soneto.

13)  (UNIFESP-2004) No Manifesto da Poesia Pau-Brasil, Oswald de Andrade faz o seguinte comentário sobre os poetas parnasianos: “Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano.”
O que o poeta modernista está criticando nos parnasianos é

a) a demasiada liberdade no ato da criação, que os torna máquinas poéticas.
b) o abandono da Arte pela arte, com a criação objetiva e anti-convencional.
c) a preocupação com a perfeição formal e com o subjetivismo.
d) o formalismo e a impessoalidade comuns em seus textos.
e) o exagero na expressão das emoções, apesar da criação poética mecânica.

14)  (UFAM) Todas as características de estilo abaixo relacionadas pertencem ao Parnasianismo, exceto:

a) O apuro quanto à parte formal.
b) A reserva nas efusões pessoais.
c) A procura de rimas ricas.
d) A imaginação criadora.
e) O uso de descrições.

15) (UEL) O Parnasianismo brasileiro foi um movimento.

a) Poético do final do século XIX e início do século XX.
b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do século XIX.
c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX.
d) Teatral do final do século XX.
e) Lítero-musical do início do século XX.

16) (UFPB) A propósito da poesia parnasiana, é correto afirmar que ela:

a) caracteriza-se como forma de evocação de sentimentos e emoções.
b) revela-se no emprego de palavras de grande valor conotativo e ricas em
sugestões sensoriais.
c)  explora intensamente a cadeia fônica da linguagem, procurando associar a poesia à música.
d) faz alusões a elementos evocadores de rituais religiosos, impregnando a poesia de misticismo e espiritualidade.
e) acentua a importância da forma, concebendo a atividade poética como a habilidade no manejo do verso.

17)  (FUVEST) – Leia com atenção:

Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,
O palácio imperial se pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.
O texto acima é a primeira estrofe do soneto “A Sesta de Nero”, de Olavo Bilac.

a) A que “escola literária” ou estilo de época pertence autor? Justifique a resposta com elementos de texto.
b) Cite outro poema do autor.

18) (UFRS-RS) Com relação ao Parnasianismo, são feitas as seguintes afirmações.

I - Pode ser considerado um movimento anti-romântico pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo clássico.
II - Apresenta características que contrastam com o esteticismo e o culto da forma.
III - Definiu-se, no Brasil, com o livro "Poesias", de Olavo Bilac, publicado em 1888.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

19) (ENEM-2013) 

Mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995.
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

A) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
B) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
C) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
D) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
E) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.

20) E sobre mim, silenciosa e triste,    
       A  Via-Láctea se desenrola     
      Como um jarro de lágrimas ardentes. (Olavo Bilac)

Sobre o fragmento poético não é correto afirmar:

a)      A “Via-Láctea” sofre um processo de personificação.
b)      A cena é descrita de modo objetivo, sem interferência da subjetividade do eu-poético.
c)      A opção pelos sintagmas “desenrola” e “jarro de lágrimas ardentes”visa a presentificar o movimento dos astros.
d)     Há predomínio da linguagem figurada e descritiva.
e)      A visão de mundo melancólica do emissor da mensagem se projeta sobre o objeto poetizado.

Gabarito:

1) A
2) As impressões por ele captadas, sobretudo no que diz respeito à forma, evidenciam-se por uma forma bastante cultuada na Antiguidade Clássica: o soneto. Quanto à disposição das rimas, notadamente se figuram as rimas interpoladas, representadas por meio dos seguintes versos:
A lua banha a solitária estrada... (a).
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,(b)
O som longínquo vem-se aproximando(b)
Do galopar de estranha cavalgada. (a)
Quanto à questão da temática, elemento deixado em segundo plano por todos os representantes da estética em questão, percebemos o estilo do autor em preconizar a objetividade constante – característica essa de cunho relevante na época em pauta. Tal objetividade se manifesta em função do distanciar entre o eu lírico e a matéria poética propriamente dita, aqui transcrita como uma espécie de descrição no que tange às impressões captadas pelo poeta em relação à realidade que o cerca, manifestada pela mais nítida impassibilidade.
3) D
4) E
5) A
6) B
7) C
8) C
9) C
10) B
11) (4 + 16 = 20)
12) V V F V V
13) D
14) D
15) A
16) E
17) a) Olavo Bilac foi um poeta parnasiano, como nos mostra a caráter descritivo do fragmento acima, a preocupação com a beleza plástica, com a forma trabalhada, exótica.
 b) Profissão de fé, Última flor do Lácio e O caçador de esmeraldas.
18) C
19) A
20) D

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Região Nordeste do Brasil - economia, clima, vegetação, relevo e hidrografia

A Região Nordeste do Brasil é composta por nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sua extensão territorial é de 1.554.257,0 quilômetros quadrados, sendo o terceiro maior complexo regional do Brasil, ocupando 18,2% da área do país. O território nordestino limita-se com as regiões Norte (a oeste), Centro-Oeste (a sudoeste), Sudoeste (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (ao norte e leste).

Conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população nordestina totaliza 53.081.950 habitantes, abrigando cerca de 28% da população residente no Brasil. A densidade demográfica é de 34,1 habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é de 1,3% ao ano. O Índice de Desenvolvimento Humano da Região é de 0,720. 
A população urbana é maioria – 73%. O estado da Bahia é o mais populoso (14.016.906 habitantes); Sergipe possui a menor concentração populacional da Região (2.068.017 habitantes).

A capital brasileira foi muito tempo localizada na região, Salvador, hoje capital da Bahia e quarta cidade mais populosa do Brasil.


Sub-regiões da Região Nordeste

A região nordeste é ainda subdividida em quatro regiões de acordo com características climáticas e de urbanização:
* Zona da Mata: é a região mais populosa e urbanizada. Compreende a faixa litorânea (mais ou menos 200 km de largura) que vai do Estado do Rio Grande do Norte à Bahia (litoral leste da região nordeste) e é caracterizada pelo clima tropical úmido, grande aporte de turistas, presença de mata atlântica (que assim como na região sudeste, já foi bastante devastada para cultivo de culturas como a cana-de-açúcar), pluviosidade bastante regular, principalmente na região sul da Bahia, e solo bastante fértil.
* Agreste: é a região de transição entre a Zona da Mata, bastante úmida, e o Semi-árido, região bastante seca, acompanhando a faixa da Zona da Mata do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. No agreste, predominam os minifúndios dedicados a produção de subsistência e a pecuária leiteira, sendo o excedente comercializado na região da Zona da Mata.
* Sertão: região de clima semi-árido que compreende o centro da região nordeste em uma extensão que vai desde o litoral do Ceará e Rio Grande do Norte (neste último, até próximo a cidade de Natal), até a região sudoeste da Bahia. As chuvas são escassas e, por isso a pecuária e agricultura são atividades bastante difíceis na região. O único rio perene do sertão é o São Francisco do qual é desviada água para irrigação em alguns locais e que também é fonte de energia através de hidrelétricas como a de Sobradinho (BA). A vegetação típica dessa sub-região é a caatinga.
* Meio-Norte: a região do meio-norte já apresenta uma pluviosidade maior conforme se afasta para oeste, em direção aos Estados do Norte e compreende o Estado do Maranhão e grande parte do Piauí. Nesta região é comum a presença das “matas de cocais” que fornecem bastante insumo para a atividade de extrativismo vegetal. Outras atividades praticadas nesta região são a criação de gado, o cultivo de algodão e arroz.

Sub-regiões do Nordeste
Uma outra “sub-região” compreendida na região nordeste é o chamado “polígono da seca” que compreende quase todos os Estados do nordeste com exceção do Maranhão.

Economia da Região Nordeste do Brasil

A economia nordestina está em constante processo de desenvolvimento. A Região vem recebendo várias indústrias, um dos motivos é a concessão de benefícios fiscais pelos governos estaduais (isenção de impostos, doação de terrenos, etc.), além de mão de obra mais barata; um dos exemplos foi a instalação da Ford, na Bahia, e diversas empresas têxteis, no Ceará.

Outro elemento essencial para a economia do Nordeste é a exploração de petróleo: a região é a segunda produtora de petróleo do país e a maior na extração de petróleo em terra. Possui também um dos principais polos petroquímicos do Brasil – Camaçari, na Bahia.

A Região Nordeste é, atualmente, a terceira maior economia do Brasil entre as grandes regiões. Sua participação no Produto Interno Bruto brasileiro foi de 13,4% em 2011, após a Região Sul (16,2% de participação no PIB) e à frente da Região Centro-Oeste (9,6% de participação no PIB). Ainda assim, é a região com o mais baixo PIB per capita. A distribuição de renda nessa região melhorou significativamente na década de 2000: segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, a renda média no Nordeste sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009, passando de R$ 570 para R$ 734. Entre 2008 e 2009, o incremento foi de 2,7%. Foi a região que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador nesse período.

Já os estados nordestinos com maior PIB per capita são Sergipe, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte, seguidos por Ceará, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Piaui. Em 2011, Ipojuca, em Pernambuco, era o município com maior PIB per capita da Região Nordeste além de décimo sexto do Brasil: R$ 116.198,31; porém havia outras cidades nordestinas com PIB per capita entre os 100 maiores do país: Guamaré-RN (R$ 110.932,38), São Francisco do Conde-BA (R$ 106.050,84),Cairu-BA (R$ 56.685,35) e Candeias-BA (R$ 56.247,86). Em contrapartida, no Nordeste também está localizada a cidade com o terceiro menor PIB per capita do Brasil: São Vicente Ferrer, no Maranhão, com R$ 2.679,66. Os 56 municípios de menor PIB per capita (que correspondem a 1,0% dos 5.570 municípios do país) tinham PIB per capita inferior a R$ 3.492,99 e estavam localizados em seis estados: Maranhão (19), Alagoas (7), Piauí (7), Bahia (6) e Ceará (1), na Região Nordeste; e Pará (16), na Região Norte. Entre os estados nordestinos, apenas Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe não possuem município com PIB per capita inferior a R$ 4.000,00.

A agricultura e a pecuária são extremamente prejudicadas com a irregularidade das chuvas. Destacam-se nesse setor a criação de cabras, em razão da fácil adaptação do animal ao clima. A cana-de-açúcar é o produto agrícola que se destaca, mas as lavouras irrigadas de frutas tropicais vêm crescendo em importância na produção nacional. O Nordeste apresenta significativa criação comercial de camarão, concentra 97% da produção nacional desse crustáceo.

O turismo é de fundamental importância na economia. O grande número de cidades litorâneas com belas praias atrai milhões de turistas anualmente. Conforme dados do Instituto Brasileiro do Turismo de 2009, capitais nordestinas como Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Natal (RN) estão entre as cidades brasileiras que mais recebem turistas estrangeiros.
A participação do Nordeste para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional é de 13,1%.

Clima e vegetação da Região Nordeste

A região possui quatro climas distintos, são eles:
Clima equatorial úmido: presente em parte do Maranhão e do Piauí. Esse clima é localizado em uma faixa de cinco graus de latitude em torno da Linha do Equador, no centro do globo terrestre. Possui uma temperatura de 24°C a 27°C, com média mensal sempre superior a 18°C e alta pluviosidade (superior 2 000 mm de precipitação total anual e precipitação média mensal superior a 60 mm em todos os meses do ano).
Cachoeira Chapada das Mesas (MA)
Cachoeira Chapada das Mesas (MA). Foto: wikipedia
Clima litorâneo úmido: é verificado do litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte. Esse clima é quente e possui chuvas bem distribuídas durante todo o ano. A pluviosidade média anual varia entre 1500 a 2000 mm.
Clima litorâneo úmido
Foto: duplademalas
Clima tropical: presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí. O clima tropical é caracterizado por ter temperaturas sempre superiores a 18°C, independente da época do ano.
Clima tropical
Foto: not1
Clima semiárido: presente em todo o sertão nordestino (grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará, em uma pequena parte do Sergipe e Alagoas). Esse clima é caracterizado pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico. No Brasil chove menos de 300 mm por ano e tem uma média de 26°C de temperatura. O município paraibano de Cabaceiras tem o título de mais seco do país.
Clima semiárido
Foto: aquiacontece
De modo geral, o clima nordestino tem uma temperatura anual que varia entre 20° e 28°C com índice de precipitação anual entre 300 a 2000 mm. As chuvas ocorrem durante no máximo três meses, ocasionando estiagens que duram, às vezes, até 10 meses. As temperaturas inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas da Chapada Diamantina e do Planalto da Borborema.
A vegetação acompanha seus respectivos climas:
Caatinga
Caatinga – Foto: Deltafrut
Mata Atlântica: essa vegetação existe por todo o litoral brasileiro. É a mais destruída do Brasil, restando apenas 5% da vegetação original. A instalação de cidades, a extração do pau-brasil e a monocultura de café foram os grandes responsáveis pelo devastamento.
Mata dos Cocais: formação vegetal de transição entre os climas semi-árido, equatorial e tropical. As espécies principais são o babaçu e a carnaúba, podendo aparecer também o buriti. Se estende por parte do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Tocantins.
Cerrado: ocupa 25% do território brasileiro, no nordeste está presente em regiões do Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe. Apresenta árvores de baixo porte, chão coberto por gramíneas e solos de alta acidez.
Caatinga: é a vegetação típica do sertão com espécies de pereiros, aroeiras, leguminosas e cactáceas. Presente em todos os territórios do nordeste, exceto o Maranhão.
Vegetações litorâneas e Matas Ciliares: é um rico ecossistema formado principalmente por mangues, restingas e dunas. As matas ciliares são pequenas florestas que acompanham as margens dos rios e lagoas com maiores concentrações de materiais orgânicos no solo.
Relevo e Hidrografia da Região Nordeste do Brasil
O relevo nordestino é remontado basicamente pelo Planalto da Borborema, localizado a leste, uma das principais causas pela secura do sertão, já que o planalto impede a chegada de chuvas a região, causando grandes estiagens, a Bacia do Rio Parnaíba, a oeste, e algumas elevações, como as chapadas e os planaltos, um exemplo é a Chapada de Diamantina. Ao litoral vemos as planícies.
Os principais rios da região nordeste são o Rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais (Região Sudeste) até a divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe, e o Rio Parnaíba, o norte da região. A Bacia Maranhense também tem grande importância